Planeta dos Macacos: A Origem

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Ilustração perfeita do surgimento das facções criminosas nas cadeias

 

O cientista Will Rodman, interpretado por James Franco (127 horas) investiga o uso de uma droga para a doença do pai Charles, John Lithgow (Pai em Dose Dupla 2). Ele trabalha em um laboratório onde realiza testes em chimpanzés. No combate ao Alzheimer, o cientista observa que além de reparar, o medicamento também pode desenvolver o cérebro, inclusive de primatas.

A morte da cobaia mais bem sucedida, que poderia implicar em um possível efeito colateral do experimento, na verdade gera a maior descoberta científica em relação ao cérebro. A cobaia estava grávida e o filhote, Caesar, passa a ser cuidado por Will.

Após agir em defesa do “avô”, pai do cientista, Caesar agride fisicamente um vizinho e acaba sendo levado para um cativeiro. Ao ser enjaulado, após sofrer diversos tipos de agressão e ver como os companheiros da espécie são maltratados, ele organiza a massa aprisionada e lidera uma rebelião com direito à fuga e morte dos guardiões das jaulas. Uma das máximas do grupo de chimpanzés é “Macacos unidos somos fortes”.

O filme é bem representativo ao mostrar que qualquer tipo de opressão a quem quer que seja pode ter uma reação surpreendente. Basta um mínimo de inteligência para haver uma articulação com o objetivo da autodefesa.

O filme é uma ilustração perfeita ao surgimento das facções criminosas no Brasil. A falácia “Direitos Humanos para humanos direitos” fica muito bem representada. O mínimo de racionalidade em um ser humano vai despertar um mínimo de elaboração coletiva para enfrentar quem os ameaça. A direção é de Rupert Wyatt (O Exorcista – 2016 e Cidade Sitiada).

Título original: Rise of the Planet of the Apes

Nacionalidade: EUA

Ano de lançamento: 2011

Duração: 1h 50min

 

 

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